Ficar de cabeça para baixo para ser mais otimista sobre os EUA
Fui do pessimismo ao entendimento da política americana ao trocar notícias reativas por fontes mais profundas — descobrindo por que eleitores ansiosos têm razões válidas para se sentirem esquecidos.
Desde as eleições americanas de 2016, comecei a me interessar cada vez mais por política e geopolítica. Tenho curiosidade de entender o que está acontecendo nos EUA, no Reino Unido, na Europa e em muitos outros lugares.
Por que Donald Trump foi eleito? Sim, Trump não venceu o voto popular, mas ainda assim recebeu quase 69 milhões de votos. Por que o Brexit aconteceu? Por que o populismo está em alta? Isso já aconteceu antes na história moderna? Que lições podemos tirar? O que tudo isso significa? E para onde nos leva?
No início, me baseava principalmente em canais de notícias ou jornais. Mas logo percebi que eram reativos demais e distraidores. Consigo ver a tendência de explicar o impacto causal de tudo no ciclo diário de notícias — e não tenho certeza de que isso seja o certo (embora seja certamente o certo para ganhar audiência). Fica difícil desenvolver uma compreensão mais profunda e matizada dos problemas dessa forma.
Como muita gente, a maior parte das notícias dos EUA me deixava mais pessimista sobre o futuro do país. Comecei a assistir cada vez mais a programas de humor como "The Daily Show with Trevor Noah", "Last Week Tonight with John Oliver", "Late Show with Stephen Colbert" ou "Real Time with Bill Maher".
Com o tempo, por meio de uma série de bons livros e debates, fui começando a entender o panorama. Abaixo estão as fontes que achei particularmente esclarecedoras. Espero que ajudem você também.
Upheavals de Jared Diamond
Thank you for being late de Thomas Friedman
Saving capitalism — documentário original Netflix
The future of capitalism de Paul Collier
Knock down the house — documentário original Netflix
That used to be us de Thomas Friedman
Big debt crises de Ray Dalio
The Bright Side of Nationalism de Yuval Noah Harari
The Daily: The Rise of Nationalism Across the Globe
O que aprendi:
- As pessoas das classes baixa e média nos EUA (e em alguns outros países) têm razões absolutamente válidas para estar ansiosas e com raiva. O sistema não funcionou bem para elas nos últimos 30 ou 40 anos.
- Tenho mais empatia pelos "eleitores do Trump" e pelos "Brexiters". Não gosto dos rótulos, mas eles são usados.
- Algumas pessoas tentam misturar populismo e nacionalismo, mas são dois conceitos diferentes.
- Nacionalismo não é tudo ruim — na verdade, tem muitos benefícios distintos que eu não conhecia antes.
- O capitalismo é criado por humanos e precisa evoluir ao longo do tempo para atender às necessidades humanas. Ele em si não é bom, ruim ou mau.
- A democracia liberal como conceito é incrivelmente jovem na história humana (alguns séculos, na melhor das hipóteses), então precisa continuar sendo testada, aprendida, ajustada e evoluída. Não a trate como uma verdade humana universal válida por milhões ou dezenas de milhares de anos.
- As pessoas buscam soluções rápidas, mas precisamos de uma abordagem mais matizada e pragmática.
- Muita gente diz que o que Trump faz como presidente, as fake news ou a polarização social nunca aconteceram antes e são sem precedentes. Não é verdade — já aconteceu antes e podemos aprender com a história.
Muito do que digo pode ser controverso, então fique à vontade para adicionar / editar / comentar.
Abraços,
Chandler


