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Explorando a Diversidade Cultural pela Arte: Um Guia de Arte Internacional nos Melhores Museus dos EUA

Descubra como os principais museus da América exibem obras-primas de Wu Guanzhong a Frida Kahlo, transformando uma visita em uma viagem por continentes.

Tenho uma confissão a fazer: antes de me mudar para a América, eu não era exatamente uma pessoa de museu. Em Singapura, visitei a National Gallery uma vez e o ArtScience Museum algumas vezes (principalmente porque Sophie queria ver as exposições do teamLab). Os museus de arte pareciam lugares para quem entendia o que estava olhando — e eu, um cara de publicidade que gastava a maior parte da sua energia criativa em apresentações no PowerPoint, não era essa pessoa.

Aí visitei o Met em Nova York numa viagem de trabalho, e algo mudou. Entrei na ala de Arte Asiática e me vi parado na frente de uma pintura de Wu Guanzhong, a milhares de quilômetros de casa, e foi como o mais inesperado dos reencontros. Ali estava eu — nascido no Vietnã, criado em Singapura, morando na Califórnia — encarando uma pintura chinesa num museu americano, e de repente a arte fez sentido pra mim de um jeito que nunca tinha feito antes.

Acho que os museus nos Estados Unidos estão no seu melhor quando mostram o quanto o mundo está conectado. E como expatriado, essa perspectiva bate diferente.

Explorando a Diversidade Cultural pela Arte: Um Guia de Arte Internacional nos Melhores Museus dos EUA

Wu Guanzhong no Met — Onde o Oriente Encontra o Ocidente

Wu Guanzhong é considerado um dos pintores chineses mais importantes do século 20. Ele misturou técnicas tradicionais da pintura chinesa com o expressionismo abstrato ocidental — pinceladas ousadas, cores vibrantes, uma tensão linda entre forma e espaço. Você pode encontrar algumas das suas obras-primas no Metropolitan Museum of Art (the Met) em Nova York.

Mas o Met é enorme — tenho que admitir que me perdi um pouco tentando achar a seção de Arte Asiática. O museu também abriga coleções incríveis de culturas africanas, islâmicas e indígenas. Dá pra passar dias lá e ainda não ver tudo. Fiquei umas quatro horas e mal arranhe a superfície. Meu conselho: escolha algumas seções que falem com você e mergulhe nelas, em vez de tentar correr pelo museu todo.

Yayoi Kusama no The Broad — Arte Que Te Faz Sentir Algo

Yayoi Kusama é uma artista japonesa cujo trabalho eu já conhecia antes de visitar — as instalações com bolinhas de poás estão por todo o Instagram. Mas ver a Infinity Mirrored Room no The Broad em Los Angeles pessoalmente é uma experiência completamente diferente. Você entra nessa sala de espelhos cheia de luzes e realmente parece estar flutuando em um espaço infinito.

Sophie ficou encantada. Eu também, honestamente. É uma daquelas experiências raras de arte que não exige nenhum conhecimento artístico para apreciar — ela simplesmente te atinge. O Broad é de graça (embora precise de ingressos com horário marcado), o que acho maravilhoso. A arte deve ser acessível.

Frida Kahlo no MoMA — A Dor como Arte

O trabalho de Frida Kahlo é algo que descobri tarde, e queria ter encontrado antes. Seus autorretratos são crus, sem filtro, profundamente pessoais — ela pintava sua dor física, sua tristeza, sua identidade como mulher mexicana, com um estilo surrealista que faz tudo parecer ao mesmo tempo onírico e devastadoramente real.

O MoMA (Museum of Modern Art) em Nova York abriga seu famoso "Self-Portrait with Cropped Hair". Estar no mesmo ambiente que uma Kahlo, um Picasso e um Warhol, tudo em questão de minutos — acho que foi quando entendi o que os grandes museus oferecem que livros e telas nunca conseguem. A presença física da arte importa.

El Anatsui no Smithsonian — Beleza das Coisas Descartadas

El Anatsui é um artista ganense (radicado na Nigéria há décadas) que cria esculturas enormes e brilhantes a partir de materiais descartados — tampinhas de garrafa, tiras de alumínio, coisas comuns transformadas em algo extraordinário. Seu trabalho está em exibição no Smithsonian National Museum of African Art em Washington, D.C. — um museu que está na minha lista para a próxima vez que estiver na Costa Leste.

Já vi fotos e vídeos das suas peças, e o que me move é o que elas representam: pegar o que o mundo joga fora e transformar em algo belo. Vindo do Vietnã, onde a criatividade com recursos é um jeito de viver (nada é desperdiçado), conectei-me imediatamente com essa filosofia. É arte, mas também é um modo de ver o mundo.

Monet no Art Institute of Chicago — O Que Todo Mundo Conhece

OK, Claude Monet dispensa apresentação. Mas ver sua série "Water Lilies" ao vivo no Art Institute of Chicago é uma daquelas experiências de arte na lista dos sonhos que realmente estão à altura do hype. As cores, a luz, a forma como as pinturas quase brilham — as fotografias não conseguem capturar isso.

Visitei em um dia de semana e as galerias estavam tranquilas. Parado sozinho na frente de uma enorme pintura de Water Lilies, entendi por que as pessoas viajam pelo mundo para ver essas obras. :)

Vermeer no Frick — Perfeição Silenciosa

Johannes Vermeer pintou cenas domésticas tranquilas com um domínio da luz que parece quase fotográfico. A Frick Collection em Nova York tem algumas das suas obras mais famosas. Ainda não fui ao Frick — está na minha lista para minha próxima viagem a Nova York. Mas já vi reproduções suficientes de Vermeer para saber que há uma quietude nas suas pinturas que acho calmante de um jeito que não esperava. Depois de 18 anos em publicidade — uma carreira construída em cima de barulho, urgência e prazos — me sinto atraído pela arte que celebra o silêncio e os momentos ordinários.

O Que os Museus Ensinaram a Este Cara que Não Era de Arte

Acho que a maior surpresa da minha experiência americana foi descobrir que realmente adoro museus. Não porque me tornei algum tipo de expert em arte — ainda sou muito estudante nisso. Mas porque museus, especialmente os que têm coleções internacionais fortes, me lembram que a cultura não tem fronteiras. Um vietnamita pode ficar na frente de uma escultura nigeriana em um museu americano e sentir algo profundamente humano. Isso não é pouca coisa.

Na minha experiência, se você é um expatriado se sentindo desconectado da cultura (a sua ou a do seu novo país), museus são um remédio surpreendentemente bom. São lugares onde o mundo vem até você.

Qual experiência em museu mais te surpreendeu? Estou sempre em busca de recomendações.

Abraços, Chandler

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