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Gestor de pessoas: evangelizar a meritocracia e incentivar debates significativos

Construa uma equipe que pensa de forma independente, não apenas segue ordens. A verdadeira meritocracia significa que membros júnior podem desafiar ideias sem medo — e a melhor solução vence.

Esse tema é crítico, principalmente porque como gestor de pessoas, você está numa posição de poder dentro da equipe. Com o tempo, o que você cultiva não é apenas uma equipe que faz o que você manda, mas uma equipe capaz de pensar por si mesma. Considero isso um dos principais indicadores da cultura de uma equipe/empresa.

Se você quer manter uma alta qualidade de entrega, é importante promover debates razoáveis dentro da equipe onde novas ideias possam surgir sem que os membros júnior se sintam pressionados pela senioridade. Quando isso acontece de forma eficaz, você sabe que sua cultura de ideia-meritocracia está funcionando como previsto. É excepcionalmente satisfatório quando o mesmo processo se repete sem a sua presença. Costumo dizer aos meus membros da equipe para não acreditarem em tudo que digo e para sempre pensarem por conta própria. O mesmo vale para organizações; se não conseguimos explicar a lógica ou o contexto por trás de uma decisão ou processo, talvez devêssemos repensar toda a solução usando o "primeiro princípio."

No seu livro "Principles: Life and Work", Ray Dalio (fundador do maior hedge fund do mundo, a Bridgewater) defende verdade radical, transparência radical e tomada de decisões ponderada pela credibilidade. A meritocracia de ideias não é apenas uma frase bonita ou um conceito teórico. Dalio construiu uma das melhores empresas do seu setor, gerenciando mais de $160 bilhões com mais de 1400 membros de equipe usando os princípios acima.

Ao criar um ambiente onde é aceitável ter opiniões divergentes e expressá-las, você está incentivando um processo de pensamento mais aberto e flexível da sua equipe.

Argumentaria que, para criar um debate significativo, deve haver um elemento de confiança dentro da equipe. (Isso se conecta ao que escrevi sobre lidar com personalidades fortes — essas vozes assertivas costumam ser suas melhores contribuidoras quando se sentem seguras para falar.) Se os membros da equipe não se sentem confortáveis discutindo certos tópicos entre si, pode ser um indicativo de falta de confiança. Para construir confiança, sempre começo sendo transparente com minha equipe. Digo quais são meus objetivos e por que estou buscando certas coisas. Ao ser aberto e honesto com sua equipe, você cria um ambiente de respeito mútuo, o que é fundamental para uma equipe funcional.

Como Dalio disse, ter uma cultura aberta na empresa não significa que toda opinião tem o mesmo peso. Deve haver uma hierarquia de mérito, baseada em histórico e expertise no assunto, não em títulos ou anos de experiência.

Costumo dizer aos meus membros da equipe para não acreditarem em tudo que digo e para sempre pensarem por conta própria :) Leva tempo para construir essa cultura, mas pela minha experiência, é uma das coisas mais gratificantes que você pode fazer como líder.

O que você acha sobre esse tema? Você acha que incentivar debates significativos é importante para gestores de pessoas? Já vivenciou uma cultura verdadeiramente meritocrática no trabalho? Adoraria ouvir suas histórias.

Abraços,

Chandler

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